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18/07/2008

FILMES SERIADOS

JORNADA NAS ESTRELAS
Star Trek, 1966-1967
Série, 1ª Temporada completa



De vez em quando, mostro algumas das minhas obsessões. Esta é uma delas!
Não me canso de rever sempre, desde os filmes mais antigos, como os da série que mostro aqui, indo aos filmes todos que foram realizados para o cinema. AMO!!!
Nesta primeira temporada foi lançado 8 DVD legendados. Para quem aprecia (como eu) vale muito à pena.


























O primeiro ano da série, exibido em 1966-1967 mostra as aventuras da nave da Frota Estelar em pleno século 23, a USS Enterprise, e sua tripulação composta por Kirk, Spock, o médico de bordo Leonard McCoy (DeForest Kelley), o engenheiro Montgomery Scott (James Doohan), o timoneiro Sulu (George Takei) e a oficial de comunicações Uhura (Michelle Nichols).
Para quem se lembra dos episódios que passavam na TV, deixo um vídeo da abertura com a dublagem original.

20/06/2008

CINEMA MUDO

METRÓPOLIS
Metropolis

Fritz Lang, 1927




Um dos meus filmes preferidos, considerado o maior filme de ficção de todos os tempos e sendo uma grande referência para os filmes do gênero, um dos grandes expoentes do expressionismo alemão.

Ambientado no século XXI, no ano de 2026 conta a estória de uma fantástica megalópole, onde operários vivem no subsolo, mantendo maquinários ativos para o bom funcionamento da cidade. Vivem como escravos, não podendo subir à superfície, onde lá vive a casta dominante e capitalista.


Um filme, dos mais caros realizados para a época, nos envolve numa reflexão sobre o profundo conflito entre razão e sentimento humanos, que impressionou muito a Hitller inclusive, que solicitou-o para realizar filmes para o partido nazista. Mas Lang foi para Paris, onde lá produziu filmes de conteúdo antinazista.



****






























Curiosidades sobre as várias versões :

A versão original lançada em 1927, com cerca de duas horas e meia não existe mais.

Para o lançamento nos EUA, ainda na década de 20, várias cenas foram cortadas não por censura, mas pelo filme ser considerado longo demais. A estória ficou difícil de entender e muitas cenas desapareceram para sempre.

A versão restaurada por Giorgio Moroder, lançada em 1984, com 80 minutos, colorida por computador, com efeitos sonoros e com a inserção de uma trilha sonora mais moderna;

A versão restaurada lançada em 1995 pelo Filmmuseum Munich, em preto-e-branco com trilha sonora baseada na trilha original;

Uma versão de 139 minutos, que no Brasil foi lançada pela Continental Home Video. É uma das versões mais longas e na realidade a mais incompleta de todas. O filme é simplesmente exibido em velocidade muito lenta. Faltam inúmeras cenas, a qualidade das imagens é péssima e a trilha sonora nada tem a ver com o filme.

A versão mais completa de todas, restaurada digitalmente, lançada em 2003 pela Kino International.

Veja o site :

www.kino.com/metropolis

01/06/2008

FILMES E QUADRINHOS


IMMORTEL (ad vitam)
França, 2004

elenco : Linda Hardy, Yann Collette, Thomas Kretschmann, Frederic Pierrot e Charlotte Rampling

Filme dirigido e escrito por Enki Bilal, nascido em Belgrado, capital da antiga Iugoslávia, hoje Sérvia. Depois de estabelecer uma aclamada carreira nos quadrinhos, na Europa, com obras como a trilogia Nikopol, A Cidade Que Nunca Existiu e Exterminador 17, o autor se envolveu com o cinema. Este é o 3º filme do autor, com uma verba mais relevante pra produção.

Dos quadrinhos de Bilal, pode-se ver o universo caótico e fantástico de seus quadrinhos em imagens quase reais, graças aos efeitos de 3 dimensões, feitos em CGI. Contou, para a criação deste filme, com a participação de Serge Lehman (http://sf.emse.fr/AUTHORS/SLEHMAN/sle.html), escritor de ficção científica.

Bilal segue uma linha de ficção em suas obras, misturando destruição com algumas pitadas de humor, mesmo nos momentos mais trágicos da estória, usando por vezes cores frias para aumentar ainda mais o suspense.

Immortel é um filme para adultos, baseado em dois álbuns de quadrinhos de Enki Bilal: La Foire aux Immortels (A feira dos Imortais, pela Editora Meribérica) e La Femme Piège (A mulher Enigma, pela editora Martins Fontes), ambos fazem parte da trilogia Nikopol publicada pela Les Humanoïdes Associés.






O filme se passa na Nova York de 2095, quando o deus egípcio Horus volta a se ocupar de um mundo profano que ele criou, onde co-habitam mutantes e seres criados pela bioengenharia. O personagem de Horus coube ao ator Thomas Pollard, pouco identificável por conta dos efeitos do filme. Há uma estranha pirâmide voadora, que paira nos céus de Manhatan. Os deuses condenaram Hórus por traição e lhe concederam sete dias de liberdade antes de lhe retirarem a sua imortalidade. Jill, uma mulher de cabelos e lágrimas azuis, que procura compreender a sua própria origem, mas não é a única interessada na sua fisionomia única e nos poderes que possui, . A prisão geoestacionária sofre um curto-circuito e Nikopol, inimigo da multinacional Eugenics, é libertado. As vidas destas três personagens vão cruzar-se e afetar outras tantas.
É uma pena, mas este filme não chegou aqui. Quando vi, pela primeira vez foi na TV e peguei do meio em diante. Depois, novamente pela TV, consegui ver na íntegra. Muito interessante todos os efeitos, o visual é demais, o roteiro achei mais ainda. Para os fãs de HQ, que conhecem principalmente o trabalho de Enki Bilal, é mais do que um bom filme, e mais que uma fábula, mostra-nos uma reflexão sobre como o mundo da ciência tal como a conhecemos hoje, pode levar a uma sociedade de castas que dividem e esmagam o ser humano.
Vale ver também o site oficial e um pouquinho do filme

PS. TKS ao amigo Tonyy pela lembrança!